Base contínua é destaque no 5º FÓRUM Multilateral
Repórter: | Edição: | Foto: Foto: Max Schmöller

Aconteceu nos dias 25 e 26 de novembro, no Palácio da Cultura, o 5º Fórum Multilateral de Negócios no Mercosul. O evento, que tem apoio da Universidade Estadual de Roraima (Uerr), já aconteceu em outros Estados.

O evento se apresentou uma ótima oportunidade para o debate de temas da atualidade e que envolvem diretamente os países fronteiriços do Brasil, o Estado de Roraima e o Mercosul.

Foram abordados assuntos relacionados à integração turística, infraestrutura, economia, meio ambiente, tecnologia, cultura e social. Ao todo, foram seis painéis, com três conferencistas e um mediador em cada.

Para os organizadores, as regiões Norte e Nordeste são um eixo comercial importante no Brasil, especialmente por sua localização geográfica e crescente expansão econômica, agrícola, industrial, entre outros setores.

Eduardo Oestreicher, presidente da Câmara Venezuelana Brasileira de Comércio e Indústria de Roraima, destaca que este evento vem confirmar que o Estado de Roraima “é fundamental para esta integração social e econômica com os países vizinhos, porque mais do que ser a ligação física do Brasil com a Guiana e a Venezuela, pode centralizar em seu espaço físico um grande Entreposto Aduaneiros para comercialização de produtos e serviços regionais – abrangendo os Estados da Amazônia Ocidental – com estes países e outros Blocos Econômicos como o próprio Caricom”.

José Francisco Marcondes, presidente da Fecamvenez – Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil, ressalta a importância da relação do Estado com os países vizinhos, em especial a Venezuela e a Guiana.

“A localização estratégica de Roraima permite uma integração cada vez maior, em crescente complementariedade nas relações com os outros membros do Mercosul”

Wesley Gonçalves, Secretário de Estado do CGPTERR (Centro de Geotecnologia, Cartografia e Planejamento Territorial), representou o governo do Estado na área geoprocessamento, mapeamento sistemático e planejamento territorial, apresentando a base contínua de 1:100.000 de  Roraima homologada pelo IBGE.

Iniciando pela estrutura e corpo técnico do Centro, ilustrou em detalhes no mapa como Roraima se encontrava antes da produção da base, o chamado vazio cartográfico, existente no Estado e na Amazônia Legal. Descriminando todas as áreas protegidas, militares e indígenas, identificando as áreas potencialmente agricultáveis disponíveis.

“Quais são as aplicações práticas? Primeiro, para atender o planejamento estratégico, que possa ser implementado e efetivado na prática, auxiliar na diminuição das incertezas geográficas, isso faz  parte da soberaniza do Estado, de cada município, saber quais são seus limites, seu espaço geográfico para desenvolver políticas públicas, monitorar e fiscalizar as ações antrópicas, e também subsidiar ações preventivas e corretivas, em processos administrativos e jurídicos referentes ao uso ilegal dos recursos naturais”.

“As aplicações práticas de se possuir uma base contínua homologada, estão,  no atendimento ao planejamento estratégico. Na diminuição das incertezas geográficas,  no desenvolvimento de políticas públicas, no monitoramento fiscalização de áreas antrópicas, também subsidiar ações preventivas e corretivas, em processos administrativos e jurídicos referentes ao uso ilegal dos recursos naturais”

 

“Um dos grandes desafios de todas as bases contínuas não só da Amazônia legal, mas do país como um todo, é disponibilizar suas bases em plataforma OpenSource(software livre), no nosso caso usamos o  I3Geo, onde os usuários podem não apenas visualizar, inserir coordenadas, ativar camadas temáticas, mas imprimir os próprios mapas, e nós conseguimos esse objetivo, incluindo  também informações de infraestrutura como: rodovias, bueiros, pontes, e toda base contínua de Estado  de Roraima pelo  nosso portal SIGERR.RR.GOV.BR ”. Destacou Wesley.